Medo. Como uma palavra tão
pequena pode te privar de tantas coisas? Existem todos os tipos de medos
possíveis; medo do escuro, medo de uma barata, medo da solidão, medo do
primeiro dia de aula, medos [...] apenas medos.
Mas, e quando essa minúscula
palavra te consome? Você deixa de fazer as coisas por medo, medo de errar talvez
ou medo das mudanças que isso pode provocar. Mas, são apenas medos, e é muito
difícil aceitar as coisas, encarar as mudanças - mesmo que sejam assustadoras –
mas temos que tentar! Como vamos saber o que acontecerá após a tentativa, se
você fica com um medo bobo e deixa a oportunidade passar? Elas, as
oportunidades, não aparecem duas vezes e se isso acontecer pode acreditar: é coincidência.
Enfim, eu digo isso por
mim, eu sou a pessoa mais medrosa que conheço, tenho medo até de esquecer algo
importante. Medo. Apenas medo. E eu parei para pensar, eu sou uma pessoa que
deixa de fazer muitas coisas por causa dele, e deixei milhares de chances
passarem por mim, e elas nunca mais voltaram. Alguns desses medos bobos me
fazem carregar um arrependimento enorme dentro do peito, e eu vivo com aquela
frase típica do ser humano: “e se...” e fico frustrada por não saber como eu
estaria agora.
Decidi por um ponto final
em tudo isso, parar de pensar em todas as conseqüências infinitas da minha
escolha e simplesmente agir, se for por algo que eu acredite ser certo e depois
me arrepender, pelo menos saberei o fim daquilo, e não viverei em um mundo de
incertezas ao quão moro durante toda a minha vida. E se eu errar? Errar é
humano, e é assim que a gente cresce e amadurece.
-Katrine Bernardo.